quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Parte II - O meu país está parado

Os desenvolvimentos do que escrevi em “o meu país está parado” foram tão maus que tive muita dificuldade em encontrar palavras para descrever o que me aconteceu. Na faculdade perderam os meus documentos, respondi entregando 10 vezes mais papeis do que anteriormente. Uma candidatura bem fundamentada, cuja classificação ainda estou a aguardar tendo conseguido a esforço matricular me no mestrado apenas em Outubro. Passados dois meses de incerteza com a vida quase parada. Do banco, nem noticias. Telefonemas a gastar balúrdios, já passei para os email, reclamações ao serviço no site do banco sem resposta, quando a lei diz que no prazo de 10 dias são obrigados a dar resposta.

Não espero, vou lá e resolvo. Sem tenacidade faz-se pouco neste país.

Sinto que, desde Agosto pouca coisa se resolveu apesar de todos os esforços. Há ainda muita coisa que não consigo entender no meu país. Será que as pessoas se juntaram e decidiram trabalhar para ganhar o salário, sem qualquer brio profissional com um objectivo: as pessoas que se danem?
Uma coisa sei: não faço parte da enorme fatia da população que baixou os braços e não participa na sociedade.

Graças à minha colaboração com a Amnistia Internacional, sei que as empresas não são todas iguais. (já me tinha esquecido do que é trabalhar no ambiente sério)

Conheci e convivi com pessoas que não pensam no lucro na hora H, na hora de trabalhar, trabalha-se, ponto, e há entre-ajuda. Por que razão há muito não sentia isto nas empresas? para onde foi o brio profissional e a camaradagem?

Lembro-me do período em que colaborei com uma rádio nacional de um grupo capitalista na pior acepção da palavra, mesmo aqui, sei que fui útil para os meus ouvintes. A razão de existência de qualquer rádio, apesar de se estarem a borrifar para isso a maior parte delas, e pensarem só no lucro; ainda que sacrificando famílias inteiras na base dos estágios não remunerados.

Agora as notícias falam da PT que quer comprar a Media Capital, não me admirei nada, olha que dois…venha o diabo e escolha!

PS. Peço desculpa por generalizar as empresas em questão, elas são feitas de pessoas, mas até prova em contrário, é assim que as vejo: desorganizadas, destruturadas e sem principios de ética e profissionais, sem um fim que não seja o lucro.

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