terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Como sair da crise ?


A pergunta: Como sair da crise? foi o tema desta semana do programa da RTP1 Prós e Contras, o primeiro para este ano de 2010.


Desde que me lembro de existir que oiço falar em crise. Parece-me que a "crise" não é mais um estado que se prolonga há anos mas é já parte do ADN do nosso país. Verdade que este sentimento agravou-se com a "crise" internacional; uma crise de valores e de falta de transparência que chegou às ultimas consequências - afectando a vida de pessoas inocentes que de um dia para o outro ficaram sem as suas poupanças de uma vida, enquanto outros, viajavam em jactos privados sem terem vida para isso. Ainda que venham a receber o que lhes é devido, o susto e a "nevoa" psicológica mantém-se em muitos, e nada será como antes.

Gostaria de deixar aqui as minhas conclusões do programa de ontem (quatro pontos importantes):


1 - Falou-se em principios de ética, pontualidade, responsabilidade e disciplina. Entendo que somos um povo melhor que muitos em massa criativa, falta organizarmo-nos, com principios de conduta individuais.
É verdade que em Portugal, toda a gente chega atrasado a reuniões, entrevistas, encontros, e acham normal. Ao fazermos isto não só atrasamos o crescimento do pais, como vamos adiando a nossa própria vida. Sejamos responsáveis pelo nosso tempo e pelo tempo do outro e que o exemplo venha de cada um.

O Professor José Tribolet (IST/INESC), com um discurso altamente assertivo e emotivo até, referiu a este ponto que os políticos carecem de formação, tal como os empresários que abrem uma empresa sem preparação, os governos também o exercem a sua profissão sem estarem preparados. Carecem de auto-avaliação e de dar o exemplo, o que deve acontecer nos países desenvolvidos. Aplaudo a proposta do Professor em se recolherem todos os deputados para um fim-de-semana no Instituto Superior Técnico, com o objectivo de formar a classe politica. Como ele próprio diz: não é só aquelas conferências em que não se aprende nada e vão só porque que vem uma figura internacional e têm que pousar para a fotografia, mas, uma formação a sério, conscientes que para ser um profissional da politica, é preciso também os três saberes: saber-saber e o saber-fazer e o saber-ser.

Não basta uma pessoa de uma determinada instituição dar o exemplo na ética e na disciplina, terá que ser a instituição em peso a dar exemplo para os cidadãos. Não é vergonha nenhuma os politicos tirarem fins-de-semana para formação. Para mim seriam um exemplo de trabalho e esperança no futuro.

Aplaudo toda a prestação deste professor, que deu um enorme valor acrescentado ao programa de ontem.


2 - Falta-nos consciência cívica e social; qual é o nosso papel na sociedade e até na nossa própria vida. O que queremos para nós? o que queremos estar a fazer daqui a um, cinco ou dez anos? Sou disciplinada? estou altamente motivada? de que preciso? a trabalhar todos os dias para isso. Não é o estado ou o governo que vai resolver os problemas do país. Um país são pessoas, e é a sua conduta que dita os seus destinos.


3 - O Administrador da Hovione, Peter Villax, sintetizou na minha opinião, a solução para Portugal "sair da crise":

"Temos que reduzir o défice de três maneiras: 1 - aumentar as taxas de impostos - politicamente inaceitavel; 2 - reduzir a despesa, despedir funcionários públicos - politicamente inaceitavel: só sobra a terceira - 3 - aumentar a riqueza do nosso país, aumentar a base economica do país, para poder aumentar a base tributária o nosso país e conseguirmos, aí sim, aumentar a cobrança de impostos sem aumentar as taxas".
Como fazer aumentar a riqueza do nosso país? Entendo que basta passar à prática os principios de ética e de disciplina: trabalho, disciplina. trabalho, disciplina.


Parafraseando o seleccionador nacional de raguebi, Tomás Morais "o sucesso começa em mim".



4 - Aprender com os mais velhos, sem estes impedirem as novas gerações de decidir. Considero que faz falta a partilha, troca de saberes entre os mais velhos ("do tempo do outro senhor") e as novas gerações. Já me aconteceu o que foi referido no programa por um dos estudantes, os mais velhos impedirem-nos de decidir e muitas vezes de dar opinião; ajudando a estagnar o país. Não queria chegar a sénior sem ter "bebido" desta sabedoria. Parece-me que o diálogo, avós-netos, pais-filhos, chefias-colaboradores, intelectuais-sénior-estudantes está em mau estado de saúde. O futuro depende desse passar de testemunho, e todos temos obrigações nisso: ouvir e partilhar. Mais encontros universitários com professores e alunos numa convivência sã e frutuita para ambos. Fazer uma verdadeira ligação universidade-empresa. E falta também, fazer com que as informações circulem livremente com base no premiar do mérito individual. Onde posso ir para conhecer as ofertas profissionais das empresas? Processos de recrutamento abertos e transparentes. Já vão havendo gabinetes nas universidades que fazem este trabalho, mas é, muito pouco para o estado em que já deviamos de estar. Identifiquem-se as forças de bloqueio e substituam-se estes por formas mais benéficas para o bem comum.




quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Parte II - O meu país está parado

Os desenvolvimentos do que escrevi em “o meu país está parado” foram tão maus que tive muita dificuldade em encontrar palavras para descrever o que me aconteceu. Na faculdade perderam os meus documentos, respondi entregando 10 vezes mais papeis do que anteriormente. Uma candidatura bem fundamentada, cuja classificação ainda estou a aguardar tendo conseguido a esforço matricular me no mestrado apenas em Outubro. Passados dois meses de incerteza com a vida quase parada. Do banco, nem noticias. Telefonemas a gastar balúrdios, já passei para os email, reclamações ao serviço no site do banco sem resposta, quando a lei diz que no prazo de 10 dias são obrigados a dar resposta.

Não espero, vou lá e resolvo. Sem tenacidade faz-se pouco neste país.

Sinto que, desde Agosto pouca coisa se resolveu apesar de todos os esforços. Há ainda muita coisa que não consigo entender no meu país. Será que as pessoas se juntaram e decidiram trabalhar para ganhar o salário, sem qualquer brio profissional com um objectivo: as pessoas que se danem?
Uma coisa sei: não faço parte da enorme fatia da população que baixou os braços e não participa na sociedade.

Graças à minha colaboração com a Amnistia Internacional, sei que as empresas não são todas iguais. (já me tinha esquecido do que é trabalhar no ambiente sério)

Conheci e convivi com pessoas que não pensam no lucro na hora H, na hora de trabalhar, trabalha-se, ponto, e há entre-ajuda. Por que razão há muito não sentia isto nas empresas? para onde foi o brio profissional e a camaradagem?

Lembro-me do período em que colaborei com uma rádio nacional de um grupo capitalista na pior acepção da palavra, mesmo aqui, sei que fui útil para os meus ouvintes. A razão de existência de qualquer rádio, apesar de se estarem a borrifar para isso a maior parte delas, e pensarem só no lucro; ainda que sacrificando famílias inteiras na base dos estágios não remunerados.

Agora as notícias falam da PT que quer comprar a Media Capital, não me admirei nada, olha que dois…venha o diabo e escolha!

PS. Peço desculpa por generalizar as empresas em questão, elas são feitas de pessoas, mas até prova em contrário, é assim que as vejo: desorganizadas, destruturadas e sem principios de ética e profissionais, sem um fim que não seja o lucro.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

O meu país está PARADO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Vou às faculdades - nada consigo fazer.

Juro que tentei!


"O coordenador dos mestrados só vem lá para dia 4 ou 7 de Setembro e depois mais uma semana para decidir"

Ah, ok, muito mais descansada...


Recebi uma carta do banco com o número de telefone e horário para ligar: assim o fiz; muitas chamadas a cair no voice mail e a pagar 33 centimos por cada uma delas. Conclui que a CGD está a dizer-me algo do género: estás a ligar para pagar o teu crédito, até ser resolvido, vais gastanto os tostões que te restam nesta nossa linha telefónica que nos vai enchendo ainda mais os bolsos.
Passa um segundo que vai para o voice mail e cobram logo!! nao acho normal!!

Enviei uma reclamação on-line, e aguardo resposta....

Tentei idas ao banco...ah...deve haver algum problema...ah...agora "a pessoa está de férias"


Concorri há três meses para empregos, resultado"ainda não vi, estive de férias..." a primeira semana de setembro já está a terminar e nada...


Facto: O país já está parado desde a segunda semana de Julho.


Facto: Vai andar em fase de arranque até meio de Setembro

URRRRRRRRRRRRRR!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Fica a pergunta:

Será que o país assume neste período (socialmente aceite porque é verão e está calor e tal) a enorme inércia que se prelonga pelo resto do ano?

Sei que não estou sozinha, eis o que disse Vasco Pulido Valente no Jornal O Publico, sob o titulo "A Inércia"

"Portugal é um país pobre e pequeno e um país periferico, a que em 1820 os brasileiros (os "nativos") chamavam com esprezo " a tirinha"."

"portugal é um país miraculosamente homogéneo, com as mais velhas fronteiras da Europa"

"Nesta tábua rasa nada nos divide e quase nada nos move"

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Mafalda do Quino com estatua em Buenos Aires


Mais uma homenagem à Mafalda do Quino:


"Heroína de BD criada pelo argentino Quino terá uma estátua no bairro de San Telmo, no centro de Buenos Aires, onde “nasceu” em 1964.

Medindo 80 centímetros, feita de fibra de vidro e resina, a escultura, parte de uma homenagem a Quino em Buenos Aires, é da autoria de Pablo Irrgang. Com um vestido verde, Mafalda estará sentada num banco, sozinha, em pose reflexiva.A inauguração, a que Quino assistirá acompanhado de alguns amigos, tem início agendado para as 15:00h do dia 30. Ainda no quadro da homenagem será descerrada, na casa onde Quino residiu, uma placa com esta legenda: "Nesta casa 'viveu' Mafalda"."


Publicada por Fábrica dos Blogs


Poderei viver sem amor


Poderei viver sem amor, desde que tenha PAZ. No meu corpo, na minha alma, quero poder respirar...ser, simplesmente, SER.
Poderei viver sem música, se ao menos os sons fossem pacíficos, harmoniosos, consolidores e construtores de uma vida boa.
Poderei viver até sem amor e sem música fosse a PAZ uma herança genética.
Sonho? Utopia? sim, se continuarmos a achar que o planeta terra é para ser um jogo entre "fortes" e "fracos" ao inves de nos juntarmos a fazer musica e amor.
Palavras não as leva o vento, são elas contrutoras em tudo o que criamos à nossa volta, tal como as sementes; se forem boas, crescerão coisas lindas. MR


Texto livre a convite da organização da Marcha Mundial pela Paz e Não-Violência:
http://lisboamarcha.ning.com/group/letras